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Sou professor das redes municipal e particular. Já venho trabalhando com Língua Portuguesa e Língua Inglesa Há 10 anos... Pouco tempo de experiência... mas muita dedicação

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Halloween - Aracati 2012

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Congratulations, It´s very, very good!

Halloween - Aracati/2012

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Great teachers!!!

English Project - Olympics Games London 2012

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Alunos de Aracati / MG - 6º ao 9 º ano

Alunos de Cataguarino e Aracati - MG - Olympics Games London 2012

Alunos de Cataguarino e Aracati - MG - Olympics Games London 2012
Foi um trabalho excelente!!! Congratulations Classes !!! It Was Fantastic!!!

Ayrton Sennha - depoimento de nosso verdadeiro herói!!!!

Trabalhando com a Tipologia Textual - ETFG - Sebrae - CATAGUASES/MG - março/ 2010

Injuntivo?
Preditivo?
Argumentativo?
Expositivo?
Informativo?
Descritivo?
Narrativo?
Dissertativo?

É cada vez mais interessante o ensino de Língua Portuguesa, e ainda mais quando se trata de Tipologia Textual.
A Tipologia Textual busca informar ao leitor o que está por "dentro" dos textos, algumas estrutura próprias e a própria organização de ideias, enfim, a apresentação dos textos!

Alguns são mais conhecidos como a dissertação, típica de vestibular; a narrativa, que nada mais é do que contar uma história ou estória; a descrição, que apresenta detalhes físicos ou psicológicos. Mas, além dessas tipos de texto, temos agora o tipo preditivo, que é muito comum em textos de horóscopo e que apresenta algumas previsões; o tipo injuntivo, que tem como característica principal a instrução de como fazer algo parqa chegar a um objetivo; o tipo argumentativo, que busca persuadir o leitor, o tipo informativo, que se baseia em informações mais precisas sobre assuntos diretamente ligados ao mundo, como por exemplo: o que é um fucarão; o tipo expositivo, muito parececido com o descritivo, mas com objetivos diferentes. Além desses, há ainda o diálogo.

Lógicamente alguns dos tipos textuais acima ainda vão sofrer algumas mudanças nas características, pois alguns ainda estão em estudos. Mas de qualquer forma, precisamos cada vez mais aprimorarmos nossa leitura para que não tenhamos problemas na caracterização e na elaboração de textos.

Obrigado alunos, pelo excelente trabalho!!!

Prof. Rogério

Alunos do 7º ano - apresentando trabalhos sobre a tipologia textual - março de 2010

Alunos do 7º ano - apresentando trabalhos sobre a tipologia textual - março de 2010

A turma fez um ótimo trabalho!!!

A turma fez um ótimo trabalho!!!

Parabéns... muito legal!!!

Parabéns... muito legal!!!

Gostei muito dos trabalhos!!!

Gostei muito dos trabalhos!!!

Traballho muito bom!!!

Traballho muito bom!!!

Solitária,mas muito competente!!!

Solitária,mas muito competente!!!

Muito bem apresentado!!!

Muito bem apresentado!!!

Anjos da Guarda - Leci Brandão

EJA - Educação de Jovens e Adultos ligados na Copa do Mundo 2010 ( março 2010)

Os alunos da E M Prof Antônio Amaro iniciaram esta semana, 05/03/2010, o projeto " Copa do Mundo 2010".
Como esse evento é mundial, não poderíamos ficar de fora, e neste caso, a Língua Inglesa será utilizada.
Os alunos trabalharão com as cores, os países, localização geográfica, regras e produção de pequenos textos em Língua Inglesa.
Alunos confeccionarão cartazes e apresentarão aos demais alunos observando algumas características da Língua Inglesa.
Abaixo a turma do 2º Período trabalhando com cartazes, réguas, esquadros.
Desde já agradeço a participação de todos.
Esse Projeto terá a culminância em meados de maio de 2010!

Um abraço a todos.

Prof. Rogério


EJA - 2ºPerído - E M Prof. Antônio Amaro

EJA - 2ºPerído - E M Prof. Antônio Amaro
Alunas muito aplicadas!!!

Os alunos bem interessados!!!

Os alunos bem interessados!!!
A turma levando a sério!!!

... parecem felizes, não!!!

... parecem felizes, não!!!
... além de tudo... muito simpáticas!!!

ótimo trabalho dos jovens!!!

ótimo trabalho dos jovens!!!
cooperação, muito bom!!!

Muito bom, muito bom mesmo!!!

Muito bom, muito bom mesmo!!!
um verdadeiro trabalho em equipe!!!

Imagens: iIusões de ótica ... fantástico!!!! vale a pena conferir

Novo Dicionário da Língua Portuguesa ( muito legal)

Pracas do brazil e nosso querido Hino ! É triste... mas é a pura verdade!

Formatura Gestar II 2009 - Barbacena MG

Formatura Gestar II 2009 - Barbacena MG
Noosa querida formadora ERLA

Formatura Gestar II 2009 - Barbacena MG

Formatura Gestar II 2009 - Barbacena MG
Eu, Rogério, e o professor Wilmar

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Interessante jogo no Facebook!!!

Rogerio is smarter than 57.8% of the world!
Rogerio is using Brain Buddies to compare intelligence among friends and all the players in the world!

Esse jogo mede a capacidade do cérebro do jogador!!! Vala a pena dar uma conferida:

Brain Buddies - Facebook

Um forte abraço a todos os visitantes!!!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Encerramento Gestar II

Após quase um ano de trabalhos... o Gestar II em Minas Gerais findou-se em 19 de novembro de 2009.A finalização do curso foi através de apresentações individuais que demonstraram a participação dos professores formadores na divulgação e atuação do programa em nossas salas de aula.As apresentações fora maravilhosas, e com elas,a alegria veio pela conclusão dos trabalhos, mas a tristeza também veio, pois um grupo de profissionais como esses, raramente se encontra!!!
Parabéns a todos, realmente fizemos um excelente trabalho!!!
Mais uma vez conseguimos demonstrar que o ensino em Minas Gerais é sério e que sempre lutaremos por uma educação de qualidade.
Obrigado Erla, nossa orientadora, seu trabalho foi fundamental em nossa carreira profissional.
Um forte abraço a todos, e espero algum dia encontrar vocês... nesta longa estrada da educação!!!
Gostaria de lembrar a todos que o Gestar II findou-se, mas nossos trabalhos sempre continuarão, e se depender de nós... a educação será cada vez mais valorizada!!!

Professor Rogério

(Obs.: Os trabalhos realizados em salas de aula, estão disponibilizados nos blogs dos professores cursistas... vale a pena dar uma conferida)!!!!

domingo, 22 de novembro de 2009

E aí está, a turma trabalhando!!!









Parabéns pelo maravilhoso trabalho!!!
Professor Formador em Barbacena:
Erla Delane

Professor Formador em Cataguases :
Rogério Ramalho

Professores cursistas :
Lucas Neiva
Walter de Paula
Angélica Godinho de O Silva
Regina Esteves de Souza
Lêda do N. R. Roberti
Érica Ribeiro de Oliveira
Leidiane Ap. Melo de Souza
Cristiane Abritta L Felix
Luciana Carvalho de Sousa
Alessandra Faria C de Oliveira

" O programa GESTAR II não seria possível sem a participação e o empenho de vocês!!!"

O último encontro Gestar II...



Ué? Mas já acabou?... Infelizmente ocorreu nosso último encontro. Momentos marcantes ficarão na vida destes professores, e principalmente na minha, pois o GESTAR II foi fantástico. Realmente não tenho palavras para descrever a tristeza que estou sentido aqui ao ver a foto acima, e relembrar que esse tenha sido nosso derradeiro encontro. Mas certamente, lembranças ocorrerão. E gostaria de deixar bem claro a todos, sempre fiz o máximo para atender vocês mestres na educação. Parabéns pelos nossos trabalhos, certamente a partir de agora, o ensino de Língua Portuguesa será inovador em nosso município. Parabéns professores, parabéns Prof. Erla, parabéns GESTAR II. Um programa que ficará na história de nossas vidas. Obrigado a todos que nos apoiaram e principalmente aqueles que nos criticaram, pois a soma de todos vocês gerou um dos melhores programas de formação que já havia participado. Obrigado!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

15º e 16º Encontros Gestar II

Como é maravilhosos trabalhar com o GESTAR II, e não é demagogia!
Neste encontro, mais uma vez de oito horas, analisamos a TP1.
Antes de iniciar os trabalhos, levei para os cursistas alguns tipos de gramáticas ( descritiva, normativa e histórica, algumas variedades de gramáticas normativas e apostilas de Língua Portuguesa. Analisamos alguns conteúdos específicos, como pronomes, advérbios e concordância, e verificamos que há algumas divergências de conteúdos entre as gramáticas, divergências entre nomenclaturas e principalmente na metodologia de ensino. Ficamos surpresos com a quantidade de diferenças e assim, tomamos consciência do papel do professor: sempre analisar os tipos e variedades de gramáticas que possuímos para que possamos levar aos nossos alunos as curiosidades de nossa tão bela Língua. Foi um trabalho muito proveitoso.
Logo após esse trabalho, fomos diretamente à TP1.
Analisamos detalhadamente os tipos de gramáticas, que mais uma vez nos deixou surpresos e cada vez mais interessados sobre a nossa riquíssima língua.
Várias atividades foram feitas, oralmente e escrita. Muito bom o trabalho.
Analisamos também a frase e suas organizações, muito interessante este debate, pois algumas novidades surgiram na metodologia de ensino sobre este conteúdo.
Analisamos também o valor e o poder da arte, seja ela, na literatura, nar arquitetura, na pintura e na escultura. Desculpe-me pelos " nas", mas acredito na repetição para enfatizar a importância delas.
E já para o final, o mais esperado. As figuras de linguagem,isto é, os elementos sonoros, sintáticos e linguísticos. Este debate foi muito bom... Várias atividades foram feitas e devidamente analisadas pelos cursisitas. Acredito que esta TP tenha sido muito bem trabalhada, pois são assuntos de extrema importância para os Professores de Língua Portuguesa.
Bem, estamos quase chegando ao fim de nosso curso... algo muito cansativo, mas muito proveitoso!!!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

13º e 14º encontros GESTAR II

Mais uma vez, fizemos um encontro de 08 horas por motivos relacionados à reposição de aulas em diversas escolas, mas isto não atrapalhou em nada o desenvolvimento de nosso curso.
Primeiramente, as atividades de casa foram entregues e logo em seguida iniciamos as propostas de mais uma interessante apostila, a TP 1.Interessante, pois ela nos apresenta as fantásticas variantes linguística que a Língua Portuguesa possui atualmente.
Antes de abrirmos a TP1, vários vídeos foram apresentados aos cursistas sobre as variantes.
Vimos variações do Português Europeu com propagandas e programas jornalísticos; variações do Português Africano com músicas, reportagens e propagandas; não pude deixar de apresentar a fantástica variação do Português Asiático.
Percebemos que, além de interessante para passar aos nossos alunos, é muito difícil de acompanhar as variantes europeias, pelo vocabulário e o modo de falar dos portugueses. E notou-se que o Português Africano, por estar mais presente em nossa língua, os negros, é mais fácil de acompanhá-lo, embora tenha um vocabulário rico em dialetos e até mesmo idioletos.
Mas, quando chegamos ao Português Brasileiro, após apresentações de uma reunião religiosa gravada em vídeo, de depoimentos de diversas regiões do Brasil, propagandas e certos idioletos,influências do tupi-guarani e outras tribos indígenas, percebemos como é complicado e difícil de acompanhar nossa Língua Portuguesa. É... realmente os modernistas tinham razão... uma língua brasileira iria caber muito bem aqui em nosso país... Mas isso não aconteceu, felizmente, pois poderíamos perder muitos aspectos culturais desta tão rica língua, que a nossa Língua Portuguesa.
O debate sobre este assunto foi maravilho, muitos comentários e atividades muito bem elaboradas.
Analisamos também alguns conceitos sobre normas cultas, a formalidade, a semi formalidade e a informalidade, que foi muito interessante.
Verificamos características de determinados textos como o literário e o não literário, além de bons exercícios sobre as Modalidades da língua.
Os conceitos sobre textos foram bem trabalhados, principalmente o porquê de se trabalhar com textos, sim, os pactos da leitura... muito interessante.
E para finalizar nosso encontro, algo que sempre nos chama a atenção, a Intertextualidade, o diálogo entre textos. As várias formas de intertextualidade foram bem trabalhadas, e de acordo com várias pesquisas, principalmente em apostilas da rede Pitágoras e Positivo, percebemos que realmente não criamos textos totalmente novos, sempre haverá uma passagem, ou algum " resgate " de termos ou expressões que já foram usadas por nós mesmos ou por outras pessoas, então, não deixa de ser intertexto. Será? Mas por enquanto, ficaremos mais embasados por citações, paródias, paráfrases, que são bem mais claras de serem trabalhadas com o ensino fundamental.
Acredito que as novas concepções sobre intertextualidade devem sim serem trabalhadas, mas não tão aprofundadas, pois nossos alunos ainda não tem conhecimento prévio para análises mais técnicas.
Enfim, mais uma excelente apostila.

domingo, 18 de outubro de 2009

11º e 12º Encontros Gestar

Por motivos profissionais, este encontro durou 8 horas... Cansativo mas muito proveitoso!!!
Mais uma vez reunimos os cursistas de Matemática e de Língua Portuguesa... que por sinal está excelente! Sendo assim...iniciamos os trabalhos com alguns vídeos que apresentavam momentos de reflexão, tais como " O papel do Professor" e o excelente " A ponte e o trem".
Após alguns comentários sobre os vídeos, os cursistas de Matemática se retiraram para a devida sala e a TP6 foi novamente analisada.
Uma revisão dos tipos de argumentos foi feita... e como foi interessante perceber a importância disso... pois tivemos a oportunidade de verificarmos o poder de persuasão de certos argumentos, como por exemplo o de autoridade. Mas, verificamos que o argumento por exemplos e o de lógica podem gerar alguns problemas de veracidade. Portanto trabalhamos com as Falácias... argumentos que podem não gerar tanta credibilidade ao leitor, portanto, devemos ter cuidado com eles.
Várias atividades fora feitas e com muito sucesso.
Analisamos também o processo de elaboração de textos bem como a própria revisão dos mesmos, respeitando, logicamente, algumas características de uma boa revisão textual. Como por exemplo: " esse texto corresponde meus objetivos?", " Eu mesmo consigo compreender o que escrevi?", entre outras.
Também na TP6, fizemos um excelente debate sobre a escolha de livros literários para crianças, jovens e adultos. Percebemos, infelizmente, que ainda o brasileiro, mesmo tendo em mãos ótimos livros, não são bons leitores comparando-os com europeus e norte-americanos. Nossos jovens ainda valorizam "best-sellers" estrangeiros do que literatura brasileira ou portuguesa. Será que conseguiremos mudar isso? Difícil, trabalhoso, mas não impossível... dependerá exclusivamente na escolha de bons livros para os devidos leitores, pois do que adianta pedir uma leitura de "Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis" para uma turma que ainda não tenha conhecimento , adequação de contexto histórico e até mesmo de vocabulário.Adiantaria? Logicamente que não... Portanto, é necessário pesquisa, é necessário um conhecimento prévio de autores e alunos na escolha de um bom livro para nossos leitores e que realmente vá surgir um efeito positivo. Quem sabe em novos leitores?
Após debates sobre esse assunto, iniciamos um conteúdo fantástico... As variações linguísticas apresentadas pela TP1. Esse conteúdo é fascinante. Como podemos ter em uma única língua, inúmeros dialetos e idioletos... mas esse aprofundamento sobre as variantes linguísticas ficará para o nosso próximo encontro... por enquanto apenas alguns comentários superficiais sobre isso.
Terminamos nosso encontro com o desenho de Walty Disney " Ben e eu" que valoriza a produção de textos, a reportagem e o mais interessante a confecção de um jornal no século 19. Muito bom!!!
No mais, agradeço a nossos cursistas pelo excelente desempenho e pelo magnífico interesse de aprendizagem... percebo que certamente plantaremos sementes... e olha... estas sementes darão resultado... como dizem por aí... "Pode crer" que vai dar certo!
Um abraço aos leitores deste blog e muito obrigado!!!!

domingo, 20 de setembro de 2009

Variantes Linguísticas

Realmente as variantes linguísticas são sensacionais!

Percebam um pequeno dicionário gaúcho:

Arrastar asas - paquerar
bóia - comida
chambão - otário
charla - conversa
chasque - recado
chinoca - mulher
cupincha - companheiro
cusco - cachorro
embretado - em apuros
gato - embriagues
guapo - forte, valente
guri - criança
lasqueado - trouxa
surungo - arrasta pé
taita - valentão
tramposo - trapaceiro
trovar - prosear
vareio - susto
xepa - comida
xerenga - faca velha

Mais uma desta maravilhosa Língua Portuguesa!E fico muito feliz por fazer parte dela!!!

sábado, 19 de setembro de 2009

O valor de um educador!

Até agora não entendo o porquê de tanta discussão sobre o papel de um educador!
Entra ano e sai ano e é a mesma "ladainha".
Todos os governos - infelizmente tenho a necessidade de generalizar nesse aspecto - seja no âmbito municipal, estadual ou federal, prometem em palanques que irão valorizar a educação!
Aí então me pergunto: Até quando a sociedade vai receber estas promessas e não fazer nada?
Porque nós professores, sozinhos, não conseguimos afetar esses administradores sociais.
Será que a nossa sociedade prefere que nossos filhos ainda continuem submissos a esta hipocrisia? Ou será que algum dia realmente levantaremos nossa bandeira e questionaremos nossa ordem e nosso progresso?
Estamos cansados de computadores em escolas que não há energia para ligá-los! Estamos cansados de recebermos livros que instigam a argumentação de nossos alunos, mas eles não podem usa-lá!Estamos cansados de analisarmos contra-cheques e percebemos que não conseguimos comprar o básico para sustentar nossa família!
Será que não percebem que a educação é a base para qualquer governo?
Se sabem, preferem que o povo continue " burro " para sempre servir de carregador de fardos pesados, enquanto os administradores sociais ficam no comando e cada vez mais nos deixando submissos, fracos, inoperantes e totalmente alienados diante de tudo o que acontece na sociedade.
Gostaria que o leitor desse " desabafo " crie coragem e ajude a educação brasileira. Ela merece! Chega de sermos vistos como um povo sem vontade de crescer e que apóia a desordem e anti-progresso!
Será que precisamos re-escrever os dizeres em nossa bandeira?
Será que nossos educadores ainda continuarão sendo uma classe sem valor?
Até quando vamos realmente dar um basta, e procurarmos a educação como o principal caminho para chegarmos na prosperidade?
Deixo aqui uma homenagem àqueles governantes que já sabem disso: PARABÉNS PELA PREOCUPAÇÃO EDUCACIONAL DESTE PAÍS, mas também deixo uma alerta àqueles que ainda não perceberam esse valor: saibam valorizar a educação, pois sem ela sempre seremos um povo maravilhoso, entretanto, sempre seremos hipócritas e sem perspectiva nenhuma de buscar o bem para a sociedade.
Continuaremos a jogar papéis nas ruas,
continuaremos a disperdiçar água,
continuaremos a não tomar cuidado de nossa saúde,
continuaremos a não ter respeito por nossos pais,
continuaremos...
É....
Isso? Não se ensina na escola, e engraçado, aprendemos com nossos educadores!
AVANTE BRASIL... TODO PAÍS QUE TEM CREDIBILIDADE SOCIAL COMEÇA COM A EDUCAÇÃO EM PRIMEIRO PLANO!!!!

10º Encontro GESTAR II

Iniciamos nossos trabalhos com um vídeo ( corrida de deficientes ) mostrando aos professores a importância da colaboração, dedicação e vontade de vencer...O vídeo foi de suma importância para nós professores de Cataguases no atual momento que passamos. Após esta exibição, trabalhamos basicamente com a TP 6, as unidades 21, 22 e 23. A argumentação foi o conteúdo central de nossos debates e trabalhos. Os tipos de argumentos foram apresentados e verificou-se que para cada situação devemos usar um tipo de argumentação. Trabalhamos também a criação de argumentos através de provérbios. Esta Oficina foi muito interessante! Como nossos professores desenvolveram bem os trabalhos sobre argumentação. Cada grupo, após a leitura da TP6 ( unidades 21 e 22), apresentou o conteúdo lido com muita dedicação e afinco. Foi sensacional.Teremos sucesso com nossos alunos neste conteúdo certamente!Mais uma vez só tenho que agradecer a nossos professores cursistas pelo desempenho. Parabéns! Fico muito feliz em poder ajudá-los nesta nossa caminha em pró de uma educação séria e participativa!!!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Memorial Acadêmico Profissional!

Sim!!! Fiz a escolha certa.
Apesar de todas as dificuldades que temos no processo de comunicação, vale a pena comentar que esse processo engloba a interpretação, a elaboração de textos e, principalmente a Leitura.
Quando falamos a respeito de leitura, deixo aqui declaradamente um agradecimento a meu pai, pois foi ele que me incentivou a ler.
Ficava impressionado quando ele ( meu pai ) cantava as músicas sem acompanhar nenhum papel ( letra de música)... ficava imaginando como ele conseguia fazer isso?
Foi então que percebi, que sorrateiramente, ele lia alguns papeizinhos coloridos ( encartes de discos e cds ) e depois começava a cantar as músicas, que por sinal eram muito boas, Rock and Roll.
E por um descuido disse-me que não era mágico, não sabia as letras sempre, e que o encarte o ajudava a lembrar as músicas.
Foi nesse exato momento que percebi a importância da leitura e da produção de textos, mas a importância ainda estava somente na “importância” e não no carinho que tenho por elas agora.
Desde os saudosos dias que vivi em São Paulo - capital - praticamente trinta anos de minha vida, e que dos quais vinte anos dedicados exclusivamente em Administração e os nebulosos dias que vivi em Cataguases, Minas Gerais, fiz uma opção.
Iria fazer mais um curso superior, o curso de Letras, não porque gostava, mas era a única que me interessava, pois matemática já não me agradava mais.
E...
Quando...
No primeiro dia de aula... deparei-me com um poema que mudaria completamente a minha vida:

“ Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz, se segue a noite escura
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria. “

Ah... Gregório de Matos!!!!
Ah... Zezé Garcia, minha querida professora de Literatura. Foi a principal “ culpada “ da pessoa que sou hoje, e que nunca imaginei a ser. Usar adequadamente palavras em certas situações , criticar sem ofender, ensinar utilizando o prazer de ensinar, ser submisso e não se entregar.
Desde então, novas figuras surgiram em meu caminho: Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Guimaraens Rosa, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, entre os inúmeros e mágicos artistas. A Poesia realmente entrava em minha vida para não sair mais, como até hoje, pois sou um grande apreciador de poemas.
Mas, foi me apresentado um mestre, o mestre dos mestres. Sim, logicamente, Machado de Assis.
E partir disso a poesia e a prosa não pararam em minha vida.
Comecei a analisar os textos com mais dedicação e senti que ainda precisava de mais conhecimentos.
Sim, também comecei a sentir que podia escreve-los, e a produção de textos invadiu minha mente e novos caminhos surgiram.
A pesquisa foi fundamental nessa época.
Aprimorei-me em Latim.
As estruturas de orações, até então aprendidas em escola, foram desustruradas por diversos poetas e comecei, enfim, entender o que poderia ser uma produção de textos.
E após terminar meu curso de Letras, em uma faculdade particular, decidi que continuaria a estudar, contudo, mas não mais a bela e mágica poesia, mas sim, a elaboração de textos, e assim, fiz um Pós-graduação em Língua Portuguesa, mais especificamente em Produção de Textos.
Nessa época, realmente aprendi os conceitos básicos da Língua Portuguesa, pois os conceitos mais específicos, somos nós que os recriamos.
E nessa recriação de conceitos, verifiquei que poderia repassar essa metodologia aos alunos, esse poder que temos, de recriar as coisas, e por que não recriarmos conceitos sobre a Língua Portuguesa?
Sucesso? Acredito que sim, pois sou sempre lembrado por alunos que passaram em universidades estaduais e federais. Lembro-me um garoto, que por sinal não gostava de Língua Portuguesa, conseguiu passar em primeiro lugar na EPCAR. Méritos ? Talvez, mas quero deixar bem claro que não sou um perito em produção de textos e nem quero ser, apenas quero repassar meus conhecimentos aos alunos, e que esses consigam obter a satisfação em aprender a Língua Portuguesa.
Não sou um leitor assíduo, talvez mais pesquisador, mas tenho uma queda por crônicas, contos e romances que valorizam o herói, seja Iracema, Macunaíma, Fernando Pessoa, Gregório de Matos, X-men, Iron Maidem...
Não, não é loucura!!!! Mas, não ligo se me chamam de louco, pois este “louco” sente prazer em ensinar aquilo que é necessário para a vida profissional e cultural de meus alunos.
Arrepio-me quando me dizem: “ Professor, aprendi!”
Sim!!! Fiz a escolha certa!

domingo, 13 de setembro de 2009

A dor da partida!!!!!


" Existem certas ocasiões que precisamos tomar certos procedimentos...
Existem ocasiões que procedimentos devem ser tomados...
Ocasiões existem e procedimentos também,
E o procedimento que tomei hoje, certamente afetará minha vida.
Deixei amigos que espero encontrar em um breve futuro,
Deixei profissinais que espero que me compreendam,
Deixei alunos que jamais esquecerei:
um sexto ano altamente interessado em aprender...
um sétimo ano, incomparável...
um oitavo ano, cheio de esperanças
um nono ano que acompanhei um desenvolvimento emocionante
uma escola maravilhosa,
uma página de minha vida que sempre servirá de modelo para as
próximas que ainda virão!!!
Muito obrigado Centro Educacional Cecília Meireles...
Que este nome brilhe tanto quanto o próprio brilhou!!!!! "

sábado, 12 de setembro de 2009

9º Encontro Gestar II - O reencontro

Michelini ( Formadora em Matemática) dando uma " canja " para gente"!!!!
Eles parecem felizes não?!?...
A turma pegando no pesado... no bom sentido é lógico!!!!
... percebemos o grande interesse deles... isso é muito bom!!!!
É uma maravilha ter professores como vocês em nosso quadro!!!!

O Nono encontro mais uma vez foi muito bom... Desta vez reunimos todos os cursistas
(Matemática e Língua Portuguesa)e iniciamos um texte (raciocínio lógico) com oito perguntas na qual as respostas deveriam estar na própria pergunta, mas que na verdade eram " pegadinhas". Logos após, apresentamos a eles situações em salas de aula, nas quais um professor poderia passar em sala de aula. Desde a supresa de compreensão de um conteúdo na visão de um aluno ( Video : Meninos de Rua ), bem como a potencialidade de um aluno em outras situações que não incluem "diretamente" a sala de aula ( Quadrinhos : Chico Bento : O Sabe tudo).
Verificamos também o andamento dos projetos de nossos cursistas... e o resultado foi melhor do que o esperado. A grande maioria dos cursistas já estavam trabalhando em projetos individuais e em conjunto com outros conteúdos e os que ainda não havia começado, estão prestes a iniciar, muito bom, muito bom mesmo!!! E para terminar esta primeira etapa... apresentamos a todos os famosos slide de " ciga as praca"
Na segunda etapa, já somente com a turma de Lingua Portuguesa, iniciamos com os conhecimentos básicos de tese e de argumentação ( Oficina : Persuasão de leitores:
O Professor é muito importante na sociedade, ... ), isso gerou um excelente debate entre nós professores, e logo após, fomos diretamente para a TP6. Conseguimos fazer 03( três atividades ), e o gênero propaganda entrou no debate... que maravilha ter esses professores em nosso quadro... foi maravilhoso... sem comentários ...e... " o dever de casa " já foi soliticado, coitado deles... mas fazer o quê, né? Ficamos com um gostinho de quero mais.... Muito obrigado professores cursistas por mais esta excelente recepção... Muito obrigado mesmo!!!!!

sábado, 29 de agosto de 2009

Dicionário Mineiro - Muita criatividade não???

Dicionário Lingüístico de Cataguases e Regiões de Minas Gerais

Algumas raridades de nossa Língua Portuguesa!!!

ARREDA Verbo na forma imperativa, semelhante a sair, deslocar-se: Arreda pra lá, sô!
BELZONT Capital de Minas Gerais.
BERABA e BERLANDIA Cidades famosas do Triângulo Mineiro.
COFÓFÔ EU VÔ Conforme for, eu vou.
DEUSDE Desde: Eu sou magrilim deusde que eu era muleque!
ÉMEZZZ? Minerin querendo confirmação.
I . E: Minino, ispecial, eu i ela, vistido.
IMMM Forma diminutiva: Piquininimm, lugarzimm, bolimm, vistidimm, sapatimm etc….
INTORNÁ Quando não cabe na vasilha. 2. Derramar.
JIGIFORA Juiz de Fora - Cidade mineira próxima ao Estado do Rio de Janeiro, o que confunde a cabeça do minerin que não sabe se é minerin ou carioca.
KINEM Advérbio de comparação – igual: Ela saiu bunita kinem a mãe.
MAGRILIM Indivíduo muito magro.
NIGUCIM Qualquer coisa que o minerin acha pequeno.
NNN Gerúndio do minerês: Brincannno, corrennno, innno, vinnno.
NUÉMERMO? Minerim procurando concordância com suas idéias.
NUM… NÃO Advérbios de negação usados na mesma frase: Num vô não. Num quero não. Num gosto não.
OIÓ TÓ Olha aí, ó, toma…
ÓIQUI Minerin tentando chamar a atenção para alguma coisa.
PÃO DJI QUEJ. Alimento fundamental na mesa mineira, disputa com o TUTU a preferência dos minerin.
PÓPÔPÓ? A mineira perguntando ao marido se pode por o pó (ao fazer café).
PÓPÔPOQUIN. Resposta afirmativa do marido.
TREM Palavra que nada tem a ver com transporte e que quer dizer qualquer coisa que o minerin quiser: Já lavô us trem? Eu comi uns trem. Vamo lá tomar uns trem?
TRIANGO MINER-RO Triângulo Mineiro.
TUTU Mistura de farinha de mandioca com feijão triturado e uns temperim lá da horta.
UAI . O correspondente ao UÉ dos paulista: Uai é uai, uai!
VARGE. Aquele legume verde rico em fibras.

Alguns clássicos do mineiro:

LIDILEITE - LITRO DE LEITE
MASTUMATE - MASSA DE TOMATE
DENDAPIA - DENTRO DA PIA
KIDICARNE - KILO DE CARNE
TRADAPORTA - ATRÁS DA PORTA
BADACAMA - EMBAIXO DA CAMA
PINCUMEL - PINGA COM MEL
ISCODIDENTE - ESCOVA DE DENTE
PONDIÕINS - PONTO DE ÔNIBUS
DENDUFORNO - DENTRO DO FORNO
SECOPASSADO - SÉCULO PASSADO
DOIDIMAIS - DOIDO DEMAIS
TIDIGUERRA - TIRO DE GUERRA
DENTIFRISSO - DENTIFRÍCIO
ANSDIONTI - ANTES DE ONTEM
SESSETEMBRO - SETE DE SETEMBRO
SAPASSADO - SÁBADO PASSADO
ÓIUCHÊRO - OLHA O CHEIRO
PRADALIBERDADE - PRAÇA DA LIBERDADE
VIDPERFUME - VIDRO DE PERFUME
ÓIPCEVÊ - OLHA PARA VOCE VER
TISSDAÍ - TIRA ISSO DAÍ
RUGOIÁIS - RUA GOIÁS
ONQUIÉ - ONDE É QUE É
ONCOTÔ - ONDE É QUE EU ESTOU
CASOPÔ - CAIXA DE ISOPOR
QUAINAHORA - QUASE NA HORA
ISTRUDIA - OUTRO DIA
E a melhor de todas:
PRÕNÓSTÃMUÍNU - PARA ONDE NÓS ESTAMOS INDO

2º encontro Gestar II - Barbacena - agosto 2009




Este encontro foi maravilhoso.. Nunca me senti tão bem e tão dedicado... os professores foram estupendos ao transmitirem para nós experiências e dicas sobre os conteúdos apresentados... Mais uma vez nossa formadora teve um papel fundamental em nosso curso... Erla, muito obrigado pelo apoio e confiança em nosso trabalho!!!!!

7º e 8º encontros

Nesses encontros finalizanos a TP5 e mais uma vez os conteúdeos de coesão e coerência foram abordados. Trabalhos com placas de trânsito, pois nossa cidade ainda carece muito dessas informações. Foi analisado a noção de Estilística e seus objetivos. Neste caso, trabalhos exemplos da estilística do som, da palavra, da frase e da enunciação. A coerência foi mais uma vez alvo de nossos trabalhos, textos inicialmente incoerentes, quando informado dados situacionais, tornavam-se coerentes. Verificamos que antes de analisarmos um texto incoerente, é necessário analisar o aspecto situacional. Conforme Marcushi " é extremamente difícil analisarmos um texto incoerente, pois qualquer tipo de texto há um objetivo, " e sendo assim, deixo esta pergunta no ar: há realmente um texto incoerente?
A coesão textual foi analisada basicamente através de palavras referenciais, aquelas que substituem palavras já ditas anteriormente sem alterar o sentido. Como por exemplo:
" Paulo e Mário são amigos. Paulo formou-se em Medicina e Mário em Contabilidade. Paulo mora em São Paulo e Mário mora em Campinas." Poderíamos utilizar:
" Paulo e Mário são amigos. O aquele formou-se em Medicina, este em Contabilidade. O médico mora em São Paulo e o contador em Campinas." O exemplo utilizado em sala de aula foi mais complexo, mas o exemplo acima funciona perfeitamente em qualquer série.
Trabalhos também com a lógica textual e os significados implícitos nos textos. A inferência foi muita utilizada neste quesito, pois a lógica é fundamental na inferência de textos. O resultado da TP5 foi fantástico, e os professores cursistas participaram de uma maneira exuberante. Parabéns mais uma vez a nossos cursistas.

sábado, 11 de julho de 2009

6º e 7º encontros Gestar

Nossos encontros estão cada vez mais interessantes... Mais uma vez percebemos a importancia do Letramento no desenvolvimento de um bom profissional em qualquer área, pois é a partir dele, que realmente nos preparamos para qualquer atividade. Foi apresentado para os cursistas alguns conceitos novos referente ao estilo textual, a adequação mais lógica dos conceitos de coerência e coesão. E partir disso, verificou-se que é realmente " complicado" afirmarmos que exista um texto totalmente incoerente, pois para que isso aconteça é necessário uma total "desvinculção" do mundo, que cá entre nós, é um pouco difícil... mas, entrou-se em acordo que para que um texto seja incoerente, é necessário, além desta desvinculação do mundo, uma desobediência de certas regras gramaticais e semânticas. Percebeu-se também que seria interessante uma análise coesa e coerente ao mesmo tempo, pois a coerencia depende muito da coesão, logicamente vice-versa. Portanto, precisamos sim, termos um olhar um pouco mais clínico para verificar o aspecto situacional de um texto, o objetivo do autor, se o leitor está realmente preparado para este " diálogo textual", enfim uma série de situações para não menosprezarmos um texto, e por falta de conhecimento chama-lo de incoerente. Excelete reunião. Parabéns professores.

domingo, 21 de junho de 2009

4º e 5º encontros - Gestar II

O 4º encontro baseou-se na classificação, compreensão e características de Gêneros Textuais e Tipos textuais.
Alguns Gêneros textuais foram apresentados através de leituras e quadros. Já os Tipos Textuais foram melhor analisados, pois algumas nomenclaturas e características ainda eram desconhecidas por nós principalmente o Injuntivo, O Preditivo e o Expositivo.
Verificou-se com muita clareza entre os cursistas que é perceptível que em um único Gênero há a possibilidade da existência de diversos Tipos Textuais.
Em suma, o 4º encontro foi excelente.

Já o 5º, foi inserido em sala de aula a importância da memória ( conhecimento prévio ) e da perspectivas do letramento, uma classificação ainda em estudo, mas que gerou um bom debate. Os cursisitas perceberam que o letramento é muito mais amplo do que nós imaginávamos, pois ele está inserido na alfabetização, na escolaridade e no conhecimento prévio, e em alguma situações percebemos que não se pode trabalhar separadamente esses conceitos, pois simplesmente eles se completam.

Esses últimos encontros foram realmente muito proveitosos, pois percebemos que há muito mais para se aprender e e lógicamente se aperfeiçoar.

Mas de qualquer forma... parabenizo nossos professores cursistas de Cataguases por seu empenho e vontade de conhecer os novos rumos sociocuminitativos da Língua Portuguesa.
Parabéns professores...

sábado, 16 de maio de 2009

3º Encontro GESTAR II : Um sucesso!!!!

Professores participando da atividade em classe sobre Gêneros Textuais. Sorridentes, não?

Mais um grupo sorridente... que beleza... trabalhando com felicidade... Ah se todos fossem assim!... A seriedade ao lado do interesse e da harmonia... Muito bom... Parabéns professores!


Professores na busca da aprendizagem... O trabalho com Gêneros Textuais é realmente muito interessante... o resultado deste aprendizado foi muito bom... muito bom mesmo!!!


É realmente gratificante o interesse e a participação desses educadores... está sendo surpreendente o interesse desses professores... e felizmente eles trabalham conosco... PARABÉNS PROFESSORES POR SEU TOTAL EMPENHO NA CONTINUAÇÃO DO PROGRAMA GESTAR II... Muito obrigado.



Gêneros Textuais: Definição e Funcionabilidade

Ampliando nossas referências

TP3 – Seção 3: Classificando Gêneros Textuais

GÊNEROS TEXTUAIS: Definição e Funcionabilidade ( Texto referência)
Luiz Antônio Marcuschi

Questões sobre o texto de referência

1) Por que Gêneros não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa?

Porque os Gêneros Textuais são maleáveis e estão ligados às atividades socioculturais, isto é, eles surgem de acordo com a necessidade de comunicação, e sendo assim, são flexíveis de acordo com a funcionabilidade do ato de se comunicar.


2) Por que os gêneros são caracterizados como práticas discursivas, ou práticas sociocomunicativas, e não como práticas lingüísticas?

Porque o mais relevante na caracterização de gêneros não está em sua forma lingüística, e sim na situação de comunicação, bem como a prática de sua realização, portanto, não “importa” a linguagem, espera-se de um gênero mais do que isso, espera-se que ele possa servir como uma proposta de comunicação moderna e devidamente prática de acordo com as mais diversas situações de comunicação.


3) A palavra “suporte” aparece várias vezes no texto para designar algo ligado ao texto e ao gênero. A partir do contexto, a que você acha que ela se refere? Dê alguns exemplos.

A palavra “suporte”, basicamente, é o veículo, o canal para a comunicação, isto é, é a concretização de uma mensagem, pois a mensagem pode ser veiculada em diversos suportes: em livros, revistas, “ outdoors”, telefones, encartes de discos, enfim, uma pluralidade de objetos concretos nos quais pode se “ jogar” uma mensagem.


4) A partir do que diz o texto, como você acha que surgem novos gêneros?

Basicamente, os gêneros surgem de acordo com as necessidades de comunicação, e isso acontece a partir de inovações culturais. A necessidade de gêneros modernos não é propriamente uma criação de gêneros novos, pois isso seria inviável e teríamos uma quantidade interminável de gêneros, sendo assim, ocorre a criação de subgêneros, pois há características semelhantes entre o gênero “antigo e o novo”. O surgimento de um novo gênero ocorrerá quando surgir um enquadramento comunicativo para um gênero já existente.


5) Por que desaparecem gêneros antigos?

Simplesmente desaparecem, pois eles se tornam irrelevantes em um processo comunicativo moderno, isto é, quando ocorre uma substituição de tecnologias. Atente-se no fato de termos cartas antigamente relevantes e hoje termos a internet.


6) Como se comportam os novos gêneros em relação às fronteiras entre a oralidade e escrita?

Pela praticidade da vida moderna, percebemos que eles – gêneros - modelam as fronteiras da oralidade e da escrita, pois podem desfazer, enfraquecer e até mesmo recriar padrões que antigamente eram inaceitáveis à escrita.


7) Que aspectos podem servir de critério para a classificação de um gênero?

Podem ser classificados por aspectos formais ( linguagem e estética) e o mais moderno, por aspectos funcionais, e não se esquecendo também que os gêneros podem estar ligados aos diversos tipos de suportes e com uma gama de finalidades sociocomunicativas.

domingo, 10 de maio de 2009

2º ENCONTRO GESTAR II 2009 EM CATAGUASES

Professores analisando o material do Gestar II...Professores desenvolvendo as atividades conforme professor orientador...
Professores " trabalhando " nas atividades do GESTAR II
Desenvolvendo atividades... estes são professores que realmente levam a sério o ensino...

Oficina de Tipos de Texto... estes professores deram " show " nas atividades...

Parabéns professores... é um prazer enorme trabalhar com vocês...




GÊNEROS TEXTUAIS E TIPOS DE TEXTO

TIPOS OU GÊNEROS TEXTUAS? EIS A QUESTÃO!


Percebemos, ainda hoje, que há um grande problema quando nos deparamos com textos e precisamos caracterizá-los como tipo de texto ou gênero textual. Realmente, em nossa correria, isso é muito comum de acontecer.
E para piorar ainda mais essa situação, infelizmente, a diferenciação não é adequadamente apresentada para os alunos. Vamos exemplificar:

( 1 ) “ Vende-se bicicleta seminova, pneus novos, totalmente equipada.Tratar com (fulana) – 3421 6740”

Isso é um tipo de texto ou é um gênero textual ?

Segundo “ L.A. Marchuschi ”* convencionou-se chamar de tipo de texto uma espécie de construção teórica definida pela natureza lingüística, isto, é, um texto baseado em aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais e relações lógicas. Enfim, textos que já apresentam estruturas padrões, como por exemplo - um texto narrativo do século XV, não se difere muito de um texto narrativo do século XXI, logicamente respeitando-se características lexicais e os modismos de cada época.
Outra argumentação interessante vem de Ingedore V Koch e Luiz C Travaglia ** ao dizer que um texto é entendido como uma unidade lingüística concreta e que preenche uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente da sua extensão, e daí, podemos tirar a conclusão que é perceptível as características padrões dos tipos de textos, sendo eles o narrativo, o descritivo, o dissertativo, o argumentativo, o injuntivo e o expositivo.
Já os gêneros textuais são vagas noções para se referir aos textos materializados que encontramos em nossa vida e que, o mais importante, apresentam características sócio-comunicativas. Além do mais, como será discutido adiante, os gêneros textuais surgem de acordo com a necessidade da sociedade e com o objetivo individual do autor.
Sendo assim, convenciona-se em ( 1 ) com um gênero textual, o gênero classificado, pois além de transmitir uma informação gráfica, ele ( 1 ) apresenta realizações concretas por propriedades sócio-comunicativas, como também constitui uma “ certa “ função em determinada comunicação, neste caso, classificados de jornais ou revistas.
Não se aprofundando na diferenciação entre tipo textual e gênero textual, na qual é instigante e merece uma pesquisa mais aprimorada, vamos apenas comentar, neste momento, sobre gêneros textuais e algumas de suas particularidades.
Os gêneros textuais, segundo L A Machuschi, são fenômenos históricos vinculados à vida cultural e social, sendo assim, eles surgirão de acordo com as necessidades da sociedade, isto é, os gêneros textuais se multiplicam conforme as novas tendências tecnológicas que surgem, e assim, consecutivamente também surgirão novas modalidades de escrita.
Então poderíamos questionar: em cada novo texto surgirá um novo gênero textual?
Acredito que não, pois existem certo padrões de gêneros, sejam eles na estética, no léxico e até mesmo no objetivo do autor, que caracterizam os gêneros já existentes, pois caso contrário, a cada momento teríamos uma nova classificação de gêneros textuais, já imaginaram a infinidade de classificações que teríamos?
Para exemplificar, em (1), temos o gênero classificado que será nomeado como gênero classificado em todas as situações que surgir a necessidade de se vender ou comprar algum material.
Por outro lado, grandes pesquisadores como L A Marchuschi, Ingedore V Koch nos apresentam os “ inter-gêneros”, isto é um gênero exercendo a função de outro gênero.
Para exemplificar essa argumentação basta apresentar um gênero poético com a função de fornecer uma receita de bolo, como será visto em (2):.

(2)

Faça um bolo com amor,
Ponha na tigela ½ kg de farinha de trigo,
Acrescente 2 ovos com margarina primor
Açúcar, sal ao seu gosto, e não esqueça do acrescentar o figo,
Para um toque de sofisticação o bolo ter...
( anônimo)

Um outro argumento bem aceitável, é a heterogeneidade tipológica, isto é, um gênero textual que apresente ao mesmo tempo vários de tipos de textos. E neste caso, a diferença entre tipos de texto e gêneros textuais é muito mais visível. Veja em ( 3 ):

(3)

Bilhete enviado ao colega de classe, sendo que eram irmãos:


E aí, beleza?
Como foi o beijo ontem?
Você chegou de mansinho, foi chegando, chegando e agarrou de vez ou foi logo de cara?
Aproveite, beijar é realmente muito bom!!!
Depois você me dá os detalhes...”
(anônimo)

Embora este texto tenha sido adaptado para este propósito, neste caso gêneros textuais”, percebemos aqui nitidamente o gênero bilhete e nele, algumas características de tipos de textos, como o injuntivo na primeira linha, o narrativo da segunda linha até a quarta e até o argumentativo na quinta linha.
Fica claro em ( 3 ), que se trabalharmos com modelos de textos adequados, podemos tranquilamente diferenciar o que é tipo de texto e o que é gênero textual, pois verificamos a presença de algumas características textuais e um único gênero.
Portanto, por que sempre procuramos as respostas através da dificuldade? Sabendo-se que a simplicidade ainda é o melhor caminho!!!!



* L. A. Marcuschi – Gêneros textuais: Constituição e Práticas sociodiscursivas
** Ingedore V. Koch – A coerência textual

segunda-feira, 13 de abril de 2009

TEXTO - Considerações e características

TP 3 - Unidade 9


Fazer comentários sobre Textos é realmente uma tarefa difícil, pois sempre haverá uma relação entre tipos de texto e gêneros textuais. Este será comentado posteriormente porque requer várias pesquisas, mas aquele acredito que é fundamental para qualquer profissional e para qualquer área.
Dos vários conceitos sobre a palavra Texto, o que me chama mais atenção é quando podemos caracterizá-lo como qualquer segmento de informação entre um emissor e um receptor.
Esta relação de informante e de recepção deve considerar o contexto que envolve a informação, o modo de interação entre eles ( emissor e receptor), a linguagem usada para esta comunicação, a objetividade do emissor e a capacidade de entendimento do receptor. Além disso, como é encontrado na maioria dos livros, o Texto basicamente pode ser oral ou escrito, literário ou não-literário e de qualquer tamanho, seja de pequenas palavras ou até mesmo romances. Mas vale a pena relembrar que o repasse de informação, seja qual for, é fundamental para existência de um Texto.


Atividade 3 – pág. 21


a) O que é o texto 2? Por quê?


Basicamente é uma receita culinária, isto é, um texto que tem a função de informar o modo de preparo de um “ espaguete com Brócolis e Tomate Seco”. Percebemos nele ( no texto ), a caracterização de um texto não-literário, pois tem como objetivo apresentar os ingredientes, o modo de preparo e o resultado concreto, isto é, este delicioso prato nomeado de espaguete com Brócolis e tomate seco.
Vale a pena comentar a estética textual deste texto, que além de palavras é apresentado uma figura ilustrativa do prato e também, o modo na qual os verbos foram apresentados, que na forma imperativa, não nos dá uma ordem, mas sim uma sugestão de como preparar esta receita.


b) O que é o texto 3? Por quê?


O texto 3, pela estética - o posicionamento das palavras em locais de destaque na figura ilustrativa, e também pela economia de palavras, podemos perceber que é um anúncio publicitário. Este texto é típico de jornais e revistas, pois a informação não está apenas presente no texto, mas também pela forte imagem que sugere ao leitor.
Percebemos ainda, que há uma importante causa neste texto, a apresentação do trabalho do GREENPEACE, órgão este que busca a valorização da vida – de um modo geral , e que procura convencer leitor da importância da preservação da natureza.

c) A resposta à pergunta do texto 3, “ Você não quer contar esta história para seus filhos, quer”?, basta ser sim ou não? Por quê? O que essa pergunta pretende do leitor?

Logicamente que não, pois não quero mostrar essa imagem de devastação da natureza para os meus filhos.
A criatividade do autor deste texto foi magnífica, pois ele buscou uma imagem importante para as crianças, neste caso – a chapeuzinho vermelho, e nessa história, vale a pena lembrar que havia uma imensa floresta, e na figura há apenas troncos de árvores que foram cortadas pelo desmatamento.
O autor tenta passar ao leitor, que se continuarmos a destruir a natureza, não haverá mais histórias para contar, pois não haverá animais, aves, frutos... não mais haverá a própria vida.



d) Por que as informações do texto 2 podem dispensar a imagem, mas a do texto 3, não?

Porque no texto 2 ( a receita ), o texto apresenta passo a passo como deve ser o modo de preparo do prato, bem como, os ingredientes que serão utilizados, e se você leitor, caso goste de macarrão, brócolis e tomate seco, não será a figura ilustrativa que irá chamar a sua atenção.
Já no texto 3 ( a chapeuzinho vermelho sem a floresta) , tratando-se da relação de texto e imagem, esta é crucial para que o leitor possa refletir que algum dia, em um futuro próximo, nós poderemos ficar sem a natureza, e sem ela, basicamente perdemos tudo, inclusive nossas próprias vidas.


e) Reflita sobre suas respostas e compare os três textos acima com outros semelhantes, que você já conhecia. São usadas as mesmas palavras e estruturas lingüísticas? O que você identificou de semelhante nos textos comparados, apesar de diferentes, que levou você a reconhecê-los como pertencentes a um mesmo grupo?


Percebemos que são realmente diferentes, as palavras, a estética , as estrutura lingüísticas, mas eles têm algo incomum, isto é, todos têm como objetivo repassar uma informação ao leitor, seja uma informação bibliográfica como o texto 1 ( Carlos Drummond de Andrade), uma informação de modos de preparo com o texto 2 ( macarrão com brócolis) ou uma informação de como poderá ser nosso futuro com os desmatamentos como o texto 3 ( a chapeuzinho vermelho ), e além disso, pode-se notar que, caso estes textos aparecerem em outros jornais ou revistas, eles serão semelhantes em tudo o que foi exposto acima, pois eles, respectivamente, pertencerão ao mesmo gênero textual.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A arte de escrever

Deixo dois questionamentos:

Se escrevemos bem... será que a nossa fala torna-se melhor? Será que nosso poder de persuasão se desenvolve com a escrita?

domingo, 5 de abril de 2009

CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DE TRABALHO ( ATIVIDADES SOCIAIS)

TODOS NÓS EXERCEMOS DIVERSAS ATIVIDADES NO GRUPO SOCIAL A QUE PERTENCEMOS. ( Gestar II – 2009 – tp3 – pág.18)

Sendo, de acordo com Ruth Rocha:

Atividade: s.f. – Qualidade de ativo; que age; diligente; próprio para agir ou fazer agir; (...),

percebemos que todos, em uma sociedade seja ela capitalista ou socialista – e outras “ istas”, exercem atividades físicas ou mentais.
Infelizmente, existem algumas atividades * que são muito bem aceitas pela sociedade e outras não têm o devido valor para ela.
Isto se deve pelo grau de instrução, ou simplesmente pela própria nomenclatura que são dadas a alguma atividades.
Mas esquecemos que todas as atividades são importantes para um desenvolvimento social, sejam “carregadores” de mercadorias, “ limpadores” de ruas, “conhecedores” de saúde, “ articuladores “ educacionais e até mesmo “ enganadores” sócio-políticos.
Sendo assim, não devemos menosprezar certas atividades, mas sim analisar qual a funcionabilidade delas e, quando chegarmos nesse patamar social, certamente teremos uma sociedade democrática e justa, isto é, uma sociedade ativa para todos.


1) Quais das suas atividades são normalmente consideradas trabalho no sentido estrito?

Basicamente, são aquelas quando estou presente diante de chefes, supervisores, diretores, pois para eles, somente atividades supervisionadas são consideradas atividades... (incrível não..., os trabalhos de pesquisa e elaboração de documentos em outros locais, não são considerados atividades... que pena não!)

2) Quais atividades você considera como lazer, embora representem uma “ aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim”?

São muitas, mas em minha área - a educação - percebo que todas as pesquisas, leituras, elaboração de documentos são benéficas para meus objetivos, sendo um deles, a transmissão de conhecimentos e experiências para meus alunos.

3) Que tipos de trabalho são mais valorizados em sua comunidade ?

Bom... é bem difícil esta análise, mas atividades ligadas às leis jurídicas, à medicina e às políticas são muito, mas muito valorizadas em minha comunidade, pois para ela, a nomenclatura destas profissões, o terno e a gravata e a cor branca ainda chamam atenção. Não estão tão errados, pois realmente devem ser valorizadas, mas a sociedade se esquece que não podemos viver com lixos nas ruas e sem o conhecimento que adquirimos nas escolas.

4) Que tipos de trabalho são menos valorizados em sua comunidade?

São aquelas atividades nas quais você não usa terno e gravata e a cor branca... Atividades que se sujam com cimento, com graxa, com giz , que defendem a sociedade... enfim, atividades nas quais a sociedade se esquece que por traz de cada atividade há um contínua busca de conhecimento, e prazer em exercê-la.

5) Há alguma relação entre essa valorização e a cultura escrita?

Talvez, pois as mais valorizadas, em certas ocasiões, são sabem se comunicar através da escrita, falam muito bem - chegam até nos convencer – mas na hora da escrita... ( meu Deus), cada “ coisa “ que surge! Mas há um princípio lógico, se você escreve bem, logicamente você tem o poder de convencer as pessoas na fala.

E assim podemos perceber que a cultura escrita pode realmente valorizar qualquer atividade, contanto que sempre almeje o bem o comum de toda a sociedade.


* Atividades: Tive a opção por não nomear as atividades, pois estas nomenclaturas poderiam não ser bem aceitas pelos leitores.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Esta é a nossa turma... Boa Sorte a todos....


RESENHA SOBRE O FILME :NARRADORES DE JAVÉ

NARRADORES DE JAVÉ, UM FILME SOBRE MEMÓRIA, HISTÓRIA E EXCLUSÃO

Direção : Eliane Caffé, 2004. Brasil

O sertão nordestino, a falta de conhecimento, a sutileza, as ironias e os momentos tragicômicos de Narradores de Javé são responsáveis pela temática do filme.
O longa metragem, dirigido por Eliane Caffé reúne elementos interessantes para discussão, além de vários prêmios recebidos pelo filme, apontam a qualidade com que os temas foram abordados. A trágica vida dos brasileiros do sertão nordestino; a falta de conhecimento que se relaciona com a História está presente: a História oral, a História oficial e a História científica, pois a literatura e o próprio cinema funcional como suportes para a História; a sutileza com que se tratam problemas sérios em nossa sociedade atual; as ironias dos momentos trágicos nos quais a população de Javé é vivida.
A narração, em terceira pessoa, é feita por Zaqueu, que tenta distrair viajantes num bar a beira de um rio. Percebe-se que Zaqueu não esteve presente no povoado e isso nos faz supor que a própria versão de é fruto de uma série de outras versões.
Basicamente, o filme trata de um povoado fictício (Javé), que esta prestes a ser inundado pra a construção de uma hidrelétrica. Para mudar esse rumo, os próprios moradores de Javé resolvem escrever a própria história do povoado e transformar o local em patrimônio histórico e assim ser preservado. O único adulto e alfabetizado de Javé, o funcionário do correio, Antonio Biá, e assim ele é incumbido de recuperar a história e transpor para o papel e transformar as memórias dos moradores em um documento histórico e salvador.
Vale a pena comentar que Antonio Biá fora expulso da cidade por inventar fofocas escritas dos moradores e por ironia, ele é escolhido para escrever o “ livro da Salvação”, conforme os próprios moradores chamavam este documento. E como Antonio tinha a qualidade de escritor “ inventador de histórias”, ele poderia escrever a história de Javé e salva-la do afogamento e também redimir-se dos moradores, pois Antonio vivia excluído do povoado em um lugarejo fora dos limites da cidade. E com essa capacidade, Antonio começa a escrever a história de Javé, reunindo pesquisas, relatos, selecionando-os e conectando-os de forma mais compreensível possível, pois Antonio era perfeito nisso, ele era um verdadeiro historiador que tinha a capacidade de aumentar as histórias.
Mas no decorrer da pesquisa, Antonio cai em uma enrascada, pois várias versões surgem dos heróis de Javé. Primeiramente surge a história de um bravo guerreiro, a figura de Indalêo, que se transfigura em um herói poderoso, bravo e até mesmo em um homem simples que tinha problemas de saúde. ( Não entraremos em detalhes neste problema , pois seria interessante assistir o filme e decifrar qual seria esse problema). Em outra versão, este herói seria Maria Dina, guerreira e audaciosa, provocando assim memórias incompatíveis e que seria impossível transformar a oralidade e um texto, principalmente um texto científico.
Num dos pontos mais interessantes do filme, é a versão de uma tribo, afastada do povoado, na qual relata este herói , como um herói negro, respeitando todas as tradições e culturas da tribo e narrada em um dialeto africano, demonstrando nesse aspecto também, visão dos excluídos do povoado.
Dessa forma, sinteticamente, todo o filme retrata uma disputa entre a história oficial e história oral dos narradores de Javé, isto é, a oralidade e a escrita.
Outro aspecto interessante é quando os moradores de Javé têm a oportunidade de serem filmados e relatarem a problemática do povoado ser inundado pela água, pois ali, naquele lugar, também estavam enterrados seus antepassados e seus filhos que haviam morrido e, sendo assim, não poderiam ficar embaixo d´água.
Mas apesar de todo o sacrifício da população e do árduo trabalho de Antonio, Javé é inundada, pois a variação da oralidade da história do povoado não se transfigura em um documento científico.
A narrativa de Narradores de Javé nos apresenta o intercâmbio entre o passado, o presente e o futuro na construção da História, pois só quando as pessoas do ex- povoado começara a trabalhar juntos em um único objetivo, aí então, a verdadeira história de Javé se inicia.
E mais uma vez a figura de Antônio Conselheiro é lembrado... “ e o sertão vai virar mar...”, talvez não pela a natureza, mas pelo próprio homem.

MEMORIAL : O INÍCIO DA LEITURA EM MINHA VIDA


Apesar de todas as dificuldades que a leitura nos apresenta, seja no enfoque lingüístico ou semântico, ela surgiu em minha vida praticamente com a música.
Sim, a música trouxe-me o interesse à arte da leitura, simplesmente, a música e um grande personagem em minha vida, meu pai.
Meu pai por apresentar-me a musica, e a música por apresentar-me a leitura.
O simples fasto de observar meu pai cantando as músicas sem nenhum erro, e às vezes, dizia-me: “- Escute esta parte!”, eu ficava abismado. Como ele podia fazer isto? Cantava simplesmente, cantava.
Certa vez, com todo o respeito eu tinha por ele, perguntei-lhe: “- Como o senhor faz isto? Cantar essa musica sem ter nada nas mãos."
E aí, ele apresentou-me a magia, o suporte. Este suporte era o encarte dos antigos LP´s que traziam as letras das músicas, e ele simplesmente as lia, e memorizava palavras, refrões e acompanhava os músicos.
Ao ver-me diante de um suporte com várias letras e palavras todas misturadas, aprendi com ele, meu pai, a agrupá-las formando frases, versos e posteriormente sentidos.
E a partir daí, o progresso da leitura chegou-me com mais facilidade. Do encarte de LP´s, para as notícias dos jornais. Dos jornais, às crônicas, das crônicas aos contos. Da poesia cheguei às narrativas, descrições, dissertações, romances.
Esse simples gesto, tento passar aos meus alunos, para que iniciem o gosto pela leitura não com textos obrigatórios, mas sim aqueles que estimularão à pesquisa, e que consigam ao aprimoramento do conhecimento.

PROJETO GESTAR II - 2009


Os professores das redes municipal e estadual do estado de Minas Gerais iniciaram o projeto GESTAR II ,na cidade de Barbacena (MG), em março de 2009, com o objetivo de aprimorar a formação de professores sobre a criação de uma nova escola a partir de novas técnicas e conceitos, nos quais serão articulados tanto os professores quanto os alunos.
O projeto GESTAR II envolve uma proposta de trabalho para as áreas de Matemática e de Língua Portuguesa.
Essa proposta vai gerar uma participação e interação, que envolverá todos os campos da Educação, sejam eles discentes ou docentes, na compreensão do programa, na construção coletiva de uma proposta pedagógica, na implementação das definições do papel dos atores, profissionais, do Gestar II.
E com tudo isso, verificaremos a importância dessa proposta sócio-educacional, que é basicamente a formação continuada de professores para proporcionar aos nossos alunos o aperfeiçoamento do desempenho pessoal e acadêmico de todos os envolvidos com a Educação. Nossos alunos, objetivo principal desta proposta, terão condições de desenvolver a cooperação, a crítica e a criatividade na leitura, interpretação e na elaboração de diversos gêneros e tipos de textos. Felizmente, eu, Rogério Ramalho Francisco, também professor da rede Municipal de Cataguases, faço parte desta proposta como professor formador, e se depender de mim, está proposta será desempenhada com dedicação e afinco, pois todos nós dependemos dela, isto é, da Educação, e sendo assim, boa sorte e um bom trabalho a todos os envolvidos neste grandioso projeto pedagógico, o GESTAR II.